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Como funciona

O Guardião da Floresta cruza dados abertos federais para apontar fogo sobre terras indígenas e preparar o encaminhamento institucional de cada alerta. O mapa abre na Amazônia; os dados cobrem todo o Brasil.

O caminho do dado

  1. Satélite detecta

    O INPE publica focos de calor do satélite de referência AQUA_M-T, atualizados várias vezes ao dia.

  2. Cruzamento espacial

    Cada foco é comparado com os limites das 664 terras indígenas da FUNAI e com a malha dos 5.570 municípios do IBGE, no próprio banco de dados, com índice espacial.

  3. Regra gera alerta

    Fogo dentro ou a menos de 5 km de terra indígena vira alerta; três ou mais focos na mesma célula de 0,74 km² em 30 dias viram alerta de reincidência.

  4. Encaminhamento

    O painel monta o texto pronto com os dados do alerta e aponta o canal oficial de cada órgão. O envio é feito por uma pessoa, não automaticamente.

Por que não é só mais um painel

O BDQueimadas, do próprio INPE, já mostra focos de calor e já permite filtrar por terra indígena. O que ele não faz, e este painel faz:

  • Classifica por gravidade. Fogo dentro do limite da terra indígena é crítico; fogo a até 5 km é alta. O portal entrega o ponto no mapa, não o juízo de gravidade.

  • Detecta repetição. Três ou mais focos na mesma área de 0,74 km² em 30 dias viram um alerta próprio. Nenhum painel federal produz essa leitura — e ela é a maioria dos alertas deste painel.

  • Prepara a mensagem. Texto pronto, com identificador, coordenadas com sistema de referência, o critério da regra e a ressalva de que foco de calor não prova autoria. Você copia e envia pelo canal oficial.

  • Publica o resultado em API aberta. O alerta classificado vira dado para quem quiser reusar, não só imagem para olhar.

O que este painel NÃO faz

  • Não envia denúncia automaticamente. O painel prepara o texto com os dados do alerta; quem envia, pelo canal oficial do órgão, é você.

  • Não cobre desmatamento. A regra existe no motor, mas os dados do DETER ainda não foram ingeridos.

  • Não cobre unidades de conservação. Mesma situação: a regra está pronta, faltam os dados do ICMBio.

  • O envio de alertas por email ainda está sendo ativado. O cadastro já é gravado, mas a entrega automática depende da chave do provedor de email.

Fontes de dados

Todas as informações do painel vêm de bases públicas federais, atualizadas pelos órgãos responsáveis. Nenhum dado é estimado ou criado pelo projeto. A base de focos é nacional — não é um recorte amazônico.

  • INPE — Programa Queimadas

    Focos de calor detectados por satélite em todo o Brasil. O painel usa o satélite de referência AQUA (sensor MODIS, identificado como AQUA_M-T), padrão de comparabilidade histórica do INPE. Licença: uso livre, mediante citação da fonte. Disponível no Banco de Dados de Queimadas (abre site externo) e na plataforma TerraBrasilis (abre site externo).

  • FUNAI — GeoServer

    Limites oficiais das terras indígenas publicadas na camada nacional tis_poligonais da FUNAI, com fase de regularização e etnia. Licença: reprodução autorizada, mediante citação da fonte. Disponível no GeoServer da FUNAI (abre site externo).

  • IBGE — Malha municipal 2022

    Limites e nomes dos municípios brasileiros, usados para localizar cada alerta. Licença: uso livre. Disponível no portal de malhas territoriais do IBGE (abre site externo).

  • IBAMA — Dados abertos (SIFISC)

    Autos de infração ambiental ingeridos na base do projeto como camada de apoio à análise; ainda sem exibição no painel e sem regra de alerta própria. Licença: dados abertos. Disponível no portal de dados abertos do IBAMA (abre site externo).

Como cada regra funciona

Cada alerta nasce de uma regra pública de cruzamento entre as camadas oficiais. As regras ativas hoje são duas:

  • Fogo próximo a terra indígena

    Quando o satélite de referência AQUA registra um foco de calor a menos de 5 km de uma terra indígena em fase Regularizada ou Homologada, o painel gera um alerta. Se o foco cai dentro do limite da terra indígena, o alerta é classificado como crítico.

  • Reincidência de focos

    O território é dividido em células hexagonais de cerca de 0,74 km² (gradeado H3). Quando uma mesma célula acumula 3 ou mais focos de calor em 30 dias, o painel sinaliza reincidência — um padrão que indica fogo repetido na mesma área.

Limites do monitoramento

O monitoramento usa ~2 passagens diárias do satélite de referência: não é tempo real. Os autos de infração do IBAMA estão carregados como camada de consulta, sem regra de alerta própria.

Licenças

  • Código-fonte: licença MIT — qualquer pessoa pode copiar, adaptar e redistribuir.

  • Dados derivados (alertas e cruzamentos gerados pelo painel): licença CC-BY-SA 4.0.

  • Bases originais (INPE, FUNAI, IBGE, IBAMA) mantêm as licenças dos órgãos de origem, citadas na seção de fontes.

  • Mapas de base: "© OpenStreetMap contributors © CARTO" (modo escuro) e imagens de satélite NASA EOSDIS GIBS (domínio público).